segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Perdi a esperança

Esses dias, logo pela manhã, escutei um barulho estranho na minha janela. Como uma pancada. Fraca, mas uma pancada considerável.
Sheetara, minha gata, que dorme sempre ao meu lado, logo se pôs atenta. Ela é uma caçadora nata. Eu nunca a deixei perder esse instinto. Éramos duas estátuas, imóveis, com os olhos exatamente na mesma direção. Senti que de alguma forma tanto ela, quanto eu, ao mesmo tempo que não perdíamos o foco, nos preocupavamos não só com que estava ali a se revelar, mas, qual seria a reação um do outro.
Vi mais alguma coisa se mexer. E antes mesmo da gata esticar o corpo pra um salto que com toda certeza do mundo seria fatal pra aquele ser nas sombras da janela, percebi ser um pássaro. Pequeno frágil! E, como um raio, conhecendo minha gata. Pus as mãos nos olhos dela e a virei de lado, como ela gosta que eu faça todas as manhãs. Mas ela, também conhecendo o fiel escudeiro que tem, percebeu que eu lhe tentava esconder alguma coisa. Estavamos ali, num jogo simples da vida, entre o real e o abstrato, pois nem mesmo eu havia tanta certeza do que tinha visto. Mas sabia que seria fatal pôr em dúvida aquele momento que dividia a caça e o caçador.
Enfim. Ludibriei-a!
Mas o pio desesperador daquele pequeno visitante da manhã, não o deixaria passar despercebido de forma nenhuma. Com muita cautela, na ponta dos pés, me aproximei da ave. Pra minha surpresa, da parte dela não houve alvoroço nenhum. Muito pelo contrário. Parecia que antes de qualquer coisa, já sabia que eu estava ali. Anseava por minha presença. Ela veio ao meu encontro. Senti. Estendi uma das mãos ainda com intuito de salva-la. Porém, ela, por ela mesma subiu pelos meus dedos e aconchegou-se na palma das minhas mãos. Meus olhos se encheram d'água. Me apaixonei.
Trouxe-a até o meu peito e a dei um nome. Esperança!
Foi a primeira coisa que me veio na cabeça.
Abri a casa, pus Sheetara pra fora, ainda receosa, olhando pra mim com aquela certeza que eu estava-lhe escondendo algo, e acomodei-a no quintal. Fechei a casa. Como a pequena Esperança havia deixado claro pra mim certa confiança, a pus sobre a mesa. Calma, caminhou de um lado pro outro parecendo buscar algo e arriscou uma espécie de piado, um canto, talvez. Como se quisesse me agradecer por estar ali. Não sei! Pedindo alimento quem sabe. Tentei dar-lhe alguma coisa, mas ela insistiu em apenas reconhecer o ambiente em que estava.
Sentei e passei a observa-la. Ela arriscou alguns voos. Mas era apenas o suficiente pra ir de um móvel da casa ao outro, e mesmo assim, visitou todos eles. Todos os cômodos da casa. 
Bem, resolvi dar liberdade a Esperança. Lhe estendi novamente as mãos e ela, como se já estivesse comigo a muito tempo, como se fosse minha, acomodou-se novamente as minhas mãos e ao meu peito.
Fui até o quintal. Fiz questão de fazer um cheking completo pra que nenhum outro predador estivesse por perto. Nem mesmo a minha doce Sheetara.
Abri as minhas mãos e deixei a Esperança voar. Bom. Pelo menos foi o que eu tentei. Ela dobrou a cabeça por umas duas vezes. Olhou tudo ao seu redor. O muro, as árvores, o céu. E não voou!
Arriscou um passeio pelos meus braços. Subiu até a minha cabeça. Voou até as minhas mãos novamente e ali ficou. Olhava pra mim como se não quisesse ir embora. Que havia ali, encontrado o seu lugar.
Por alguns minutos pensei. Será que ela foi criada desde seu nascer em cativeiro, e não sabe o que é liberdade. Seria justo eu ficar com ela e ainda sim mantê-la junto a mim, solta em casa, porém ainda cativa de si mesma. Sem mesmo saber o que a mata, a selva, os perigos da vida lhe proporcionariam? Caçar o seu próprio alimento, reconhecer um predador e fugir da dor quando necessário?  Enfim, conhecer realmente o medo que a impulsionará a vida.
Não. Não farei isso!
Subi em uma árvore bem alta, e fiquei lá em cima sentado. Esperando o vento. Quando ele veio. Impetuoso joguei minha Esperança pro alto. Nossa!
Eu nunca vi aquilo. Ela deu um vôo tão perfeito, tão lindo. Que me deu vontade de voar atrás dela.
Foi uma sensação incrível.
Mas fiquei pensando...
Será que um dia ela volta?
Tomara!

domingo, 20 de agosto de 2017

De Volta à Terra Dourada - O sonho da entrega


Nem percebi que estava aqui. Quando abri os olhos já estava deitado na areia. Você logo me veio a cabeça.
Fico pensando, como será viver desse forma, lá fora? Sem ao mesmo um dia entrar aqui, sentir essa presença constante da brisa leve da paixão que vem de dentro. Andar de um lado pro outro, procurando respostas, procurando um espelho, mesmo com medo de olhar dentro dele. Porque você não vem aqui? Eu não sei nem o que nos faríamos juntos aqui, nesse lugar. Onde nunca trouxe mais ninguém. Sabe? Esses dias você disse uma coisa que mexeu comigo. Disse que você poderia um dia ser esse lugar. E queria ser. Ninguém nunca havia dito isso pra mim. Na verdade nunca contei desse lugar pra ninguém. E se fosse você realmente esse lugar? E se eu entrasse e jogasse as chaves da porta fora? Sim! Existe uma porta, e eu sei exatamente; só eu sei, onde ela fica e como abri-la.
Será a que eu teria coragem mesmo de entregar tudo isso aqui em suas mãos?
Você foi a primeira pessoa que me fez pensar nisso. Em entregar tudo que tenho aqui dentro nas mãos de alguém. Acho que eu não iria suportar. Acho que você não iria suportar tudo que tem aqui dentro. Acho que não. Não mesmo!
Bom. Vou lá fora ver se consigo te encontrar pra conversarmos.

sábado, 19 de agosto de 2017

Voando com as gaivotas


Ontem a noite, antes de dormir, peguei pesado nos meus exercícios físicos, e logo depois, fui tomado por uma euforia exacerbada que me fez ler metade de um livro em frações de minutos. Coisa quase sobre natural pro meu ritmo de leitura.
Quando deitei e dormi. A minha noite pareceu durar apenas alguns minutos, mas tive um sonho estranho. Nele eu estava sentado na cama e conversando com alguém que, eu sabia estar ali me ouvindo, mas não dava um sinal de retorno, mas eu entendia quase que como simultaneamente, que a pessoa me respondia nitidamente de uma forma interna, como que conectada comigo mesmo. No final da conversa, olhei para trás, e dei de cara com o meu próprio corpo deitado atrás de mim. Com um semblante de estar muito calmo. Dormindo, porém, me ouvindo o tempo todo.
Tomei um susto!
Foi quando acordei pela manhã. E eu estava exatamente na mesma posição que o corpo que me ouvia, só que, quando abri os olhos, não consegui me mexer. Meu coração estava extremamente acelerado, minha voz sufocada, e meus olhos queimavam.
Em prantos, mas sem saber o que fazer por estar só, ouvi nitidamente uma voz me dizer por três vezes:

__Respire fundo. Respire fundo! Respire, fundo...

Foi o que fiz. E meu corpo foi relaxando. Mas ainda estava tomado pelo medo e havia um nó na garganta que me deixava um pouco assustado. Parecia uma crise de ansiedade. Não sei!
Quando sai do portão na rua, rumo ao trabalho. Ouvi novamente a mesma voz. Bem alta, e em bom som me dizer:

__ Hoje quero que você sinta a sua existência. Sinta você! Troque seus sentidos e olhe pra tudo a sua volta com os seus sentidos trocados. Ouça com os olhos, sinta com os ouvidos, cheire com as mãos. E veja toda a atmosfera a sua volta com o poder da sua alma e a senilidade do seu espírito.

Aceitei o desafio.
A primeira coisa que fiz foi não ouvir música no caminho até chegar no trabalho, guardei meu celular e evitei falar o dia inteiro, apenas o necessário. Não dormi na hora do almoço, não li nada nas horas vagas, e na hora da minha corrida de final de tarde na praia, fiz diferente. Fui descalço, sem camisa e ao invés de correr no calçadão, corri na areia, a beira mar. Detalhe; estava chovendo no momento, uma leve garoa.
Comecei a sentir que a areia, apesar de muito próximo ao mar, estava mais macia do que de costume. E o mar, com ondas quase que inexistentes. Procurei numa espécie de devaneio, tentar ouvir novamente aquela voz. E derrepente, do nada, ouvi um estrondo como de um trovão vindo do mar. Uma onda quebrou exatamente no nada, só percebi a espuma cobrir os meus pés. E não houve outra.
Como de súbito, olhei ao redor pra ver mesmo de onde havia vindo aquele barulho e notei que em toda a extensão da praia, só havia eu.
Eu, e eu!
Parei de correr e me veio uma vontade imensa de chorar e sorrir ao mesmo tempo. E olhei pra cima, pro céu. Não sei explicar. Mas havia um rio de gaivotas sobrevoando o litoral fazendo justamente o percurso que eu vinha fazendo. Algo surreal, parecia uma pintura, elas não batiam as asas. Apenas voavam! Todas. Como se estivessem conectadas, umas as outras. E eu, a elas. Foi quando abri os braços e deixei o vento que vinha do horizonte confirmar a sensação de que eu estava mesmo voando.

Olha! É sério. Estou longe de conseguir explicar em palavras o que senti naquele momento. E como foi o meu dia.
Fiz o caminho agora de volta pra casa, alimentando aquele sentimento que começou pela manhã. E acredite! Acabei de chegar em casa e encontrar a minha gata Sheetara, sentada sobre a mesa. Num silêncio insurdercedor (ela costuma me receber aos berros) e sem mesmo esboçar um só movimento, me olhar com uma íris negra, tomando todo os seus olhos, como se estivesse me perguntando:

__ E aí? Como foi? Me conta!

Ainda estou em êxtase.

De Volta à Terra Dourada - O Fantasma Da Ópera

Sábado.
Eram quase meia noite. Ou mais um pouco, não lembro.
Chovia lá fora. A janela do ônibus estava embassada e aquela sensação de frio interno me consumia. Doia até os ossos!
The Division Bell, Pink Floyd, era a trilha sonora no fone de ouvido preto que uso como um dos kits de invisibilidade que incluem, óculos escuros e boné de aba fechada, quase enterrado na cara. Ao meu lado, uma índia. Um jambo! Cabelos até a cintura. Preto. Sua formosura me impedia até mesmo de desfarsadamente dar aquela olhadela pro lado. Parecia estar hibernando como um urso a meses. Nem o chacoalhar brusco do coletivo era capaz de acorda-la. Vez por outra acalentava sua cabeça em meu ombro. Mas confesso. As páginas intensas de Canninos Brancos de Jack London era o que mais me impressionava naquele momento. Eu mantinha o foco. Estava completamente entrelaçado as densas neves do Canadá numa trama implacável entre homens e lobos gigantes e famintos. Mas, num momento de transe, levantei a cabeça pra respirar o ar seco a minha volta e notei algo estranho a me observar no reflexo do vidro da janela. Um espectro. De cor branca, olhos claros e grandes. Um piercing no lóbulo, e uma velha blusa xadrez flanelada que cobria sua blusa cinza estampada com aquelas frases em inglês tipo memes de internet. De auto ajuda.
A Índia levantou-se. Como num susto!
Acho que passou do ponto. Não deu tempo nem de agradecê-la por deixar seu perfume no meu braço.
Então. Aquele corpo gelado acomodou-se ao meu lado.

__ Com licença!

Ela disse.

Dei aquele sorrisinho de lado apenas. E voltei às neves do Canadá.
Os movimentos repetitivos de suas mãos e o apertar de corpo que aquele ser ao meu lado me demonstrava era fora do comum.
Fechei o livro. Quando estava prestes a guarda-lo, ela disse, quase num tom de sussurro:

__ Jack London?

__Sim! (Respondi).

__Me empresta?

Sem respirar, dei-lhe o pequeno livro de bolso em suas mãos. Ela folheou de trás pra frente, de frente pra trás. Parou quase ao meio e me disse:

__ Ouve isso aqui...

Leu alguns trechos que parafraseando, diziam mais ou menos assim "Não é o lobo mais forte que lidera a matilha. É o mais esperto, o diferente. Ele é o Alfa"
Respeitei.
Mas até aonde eu havia lido; aquilo não me fazia muito sentido.
Aquela brava alma fechou o livro repentinamente, e o entregou em minhas mãos e dizendo:

__ Você está no caminho certo. Apenas, siga!

E, como uma cachoeira de águas verdejantes começou a me contar toda a sua história de vida. Percebi ao longo da viagem, que aquele espectro não tinha rumo. Então, decidi apenas ouvir pra que em nenhum momento eu pudesse interferir em sua direção, mesmo que não a tivesse, pois eu nem sabia a real veracidade de suas palavras e colocações.
Então. Calou-se!
Afastou-se à minha frente, olhou profundamente dentro dos meus olhos e disse:

__ Você é assim mesmo? CALADO!?

Sorri.
Havia tirado o fone do ouvido pra ouvir o clamor do seu espírito. O peguei de volta, calmamente, enquanto ela me observava e perguntei:

__ Posso te mostrar uma coisa?

Gesticulou com a cabeça que sim. Num silêncio dessa vez insurdercedor!
Pus na minha playlist sem mudar o artista, a faixa Fearless, e compartilhei o fone.

__ Ouve comigo! (Eu disse).

Depois de uns momentos. Olhei pra fora, pra janela, e o sol já estava pra nascer.
Nós havíamos conversado, ou melhor, eu havia a ouvido, por quase cinco horas ineterrupitas praticamente; como se fossem cinco minutos. Um absurdo!
Pensei. Quando olhei pro lado, havia me enganado. Ela já havia partido. Quanto tempo, não sei. Na verdade, eu havia pego no sono e da mesma forma que não a vi chegar, não vi partir.
Lamentei não ter pego seu contato.
E passei o domingo ainda pensando naquela assombração. Naquele fantasma lindo de olhos verdes e voz rouca.
Agora. Segunda-feira. Na areia da praia, esperando o Nascer do Sol, acabei de receber uma mensagem de um número desconhecido dizendo:

__ Desculpe por entrar e sair na sua vida assim. Derrepente. Sem avisar.
Mas queria que soubesse...
Desci no meio do caminho e voltei pros braços dos meus pais.
Obrigado por tudo! Estou feliz.

Deitei na areia e esqueci até que o Sol já havia vindo...
Apenas, o senti chegar, e me tocar.
Sem mesmo saber como ela tinha pego meu número.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Às margens de mim

Hoje me veio a cabeça escrever um poema marginal.
Mas a margem de quê; se a margem que ando é a minha mesmo?
Hoje pensei em nadar contra a maré.
Mas como nadar contra a maré numa cachoeira de idéias absurdamente contrárias que fluem de dentro de mim.
Hoje pensei em ser eu mesmo.
Mas como ser eu mesmo se eu sou um marginal que nada contra a maré de uma cachoeira de idéias que desemboca no oceano do meu ser?
Hoje eu pensei, será que estou na corda bamba?
Mas como estar na corda bamba, se a corda bamba alinhada na marginal do rio que corre da minha alma?
Hoje eu queria não ter alma.
Mas como não ter alma, se a corda bamba, da marginal do rio que corre ao contrário, é justamente a linha tênue que sustenta o meu corpo?
Hoje eu não queria ter corpo.
Mas sem corpo, minha alma não teria uma corda bamba pra que eu pudesse me equilibrar na marginal do rio que corre pra dentro de mim.
Hoje eu só queria ser um marginal.
Mas como ser um marginal, sem margem?

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Felicidade ou Morte

Escancaradamente somos completos da falta.
Talvez como um dia de fúria eu possa estar escrevendo esse texto. Mas nada melhor do que esse dia pra dar real sentido ao nome desse blog. E por falar em blog, alguém ainda usa isso? Enfim.
A falta caracteriza nossa podre, medíocre e imbecil geração. Nossa exuberante necessidade de querer o tempo todo mostrarmos que estamos felizes, que é tudo lindo, que estamos vivendo o pleno; é a excencia de que realmente não temos nada. Estamos transformando a vida num verdadeiro fardo. É um narcisismo doente, é uma busca implacável pela sombria, fúnebre e inexistênte felicidade. Sim! A inexistênte felicidade. E, pra ficar pior como padrão, medimos nossa pretença felicidade pela infelicidade alheia. Ual!
Tudo bem. Você vai dizer que isso aqui é o desabafo de um homem cheio de ressentimentos não é? Vai até soltar aquela gargalhada do tipo: Caralho! O maluco tá doente. (rs)
Fique a vontade. É motivo pra rir mesmo. Porque chorar é vergonhoso pra nós os Heróis Da Resistência, né mesmo?
A propósito, vamos aproveitar o momento, e fazermos a nós mesmos uma belíssima pergunta.
De quê se alimenta toda essa nossa vontade de viver hoje? Toda essa atmosfera que criamos nos últimos tempos? Não seria a necessidade de erguer nosso doce e maravilhoso troféu de Honra Ao Mérito?
Seja sincero!
O que te move? Entusiasmo, fé, vontade de vencer na vida, de ser alguém? Auto Confiança? Afinal, qual é o seu propósito de vida?
Querido amigo, querida amiga... Desvende-se!
Tire dos seus olhos as castas que te impedem de ver a realidade. Vida e dor, são inerentes! Coragem e medo são dois lados da mesma moeda. O que alimenta a sua coragem é o medo. E o medo move montanhas. Tudo a sua volta, tudo que você reproduz e respira, é movido pelo medo. Todo marketing, toda propaganda que você consome foi e, é, construído pelas frustrações, e pelo desencanto alheio. Consecutivamente, pela dor da existência.
Estamos vivendo num esforço surreal pra sobreviver. Mentira? Tudo bem. Eu sei; a realidade é dura quando exposta dessa forma não é verdade? Mas compreenda. O que seria da luz, se você não reconhecesse que está em trevas? A luz não existiria. Correto? Então, você busca a luz por falta dela, e por ainda não a ter encontrado, você continua buscando. E quando acha que a encontrou, voa em sua direção rumo a morte como um inseto. Corremos atrás da felicidade como um cão raivoso e barulhento que corre atrás de uma motocicleta quando passa, se a pegar, não sabe o que fazer com ela.
Essa é a verdadeira saga, e excência, da vida.
E quer uma notícia boa? (Talvez)
Você vai morrer sem mesmo ter a encontrado. E verá a morte, como a sua fiel e necessária redenção. Não é atoa que muitos buscam ter suas vidas santas por aqui, pensando em no mínimo encontrar o que tanto buscam, ou buscaram, no pós morte.
Não meu querido. Não minha amada irmã! Não é um discurso pessimista. Nem mesmo secreção escorrendo de uma ferida aberta, e inflamada em meu coração. É um despertar! É a 'consciência de existência'. Fica bonito né dizendo assim, de forma apaixonante, bem elaborada. Mas não é apaixonante esse Maravilhoso Mundo de Bob em que todos nós estamos inseridos? Selfs, legendas, cheking's, idéias e ideais. Precisamos sempre, o tempo todo dar a nossa opinião sobre tudo, sobre nós, sobre os outros. Mostrar o quanto estamos felizes. Até mesmo o silêncio virou uma causa nobre dos sábios. A solidão virou o apogeu; o paraíso pros que buscam o autoconhecimento como o deus no novo milênio. Ter um propósito de vida virou um propósito de vida. Urg!
Estamos bem a quem da realidade, vivendo esse nosso mundinho de Alice no País das Maravilhas. Desgastando a nossa própria imagem, nosso próprio ser. Afinal, 'ser' também é um grande desafio pra quem nem mesmo conseguiu enxergar a própria nascença; então quiçá renascer. A Fênix, precisa reconhecer que é cinza, ainda que por muito tempo, possa continuar como cinza.
É meu amigo. Vamos fingir que tudo isso é mentira. Vamos deixar passar batido, como gárgulas, sentados em cima do muro cheios de esperança, vamos sentar na posição do pensador,  e ver a banda passar. E quem sabe descer e dançar um pouco conforme a música como anestésico. Vamos jogar confetes e serpentinas em nossas time lines do Facebook pra ficar tudo mais florido e apaixonante. Vamos subir o monte, e sentar lá no pico na Posição de Lotus e ficarmos pensando horas e horas no que fazer quando descer.
Sinceramente?
A única esperança que eu tenho, (um fiasco pelo menos) é que, quem sabe as próximas gerações possam olhar pra trás e tentar no mínimo chegar próximo a entender porque nos afundamos em tamanha futilidade em nosso modus opendi.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Chapeuzinho Vermelho, e a versão do Lobo Mau.

Tudo bem. Eu sei que você sempre ouviu os Contos de Fada pelo olhar vitimista de quem quer sempre lhe impor alguma certa subjetividade não é mesmo? Então. Que tal ouvir a história da Chapeuzinho Vermelho por um outro lado?
Na versão, óbvia, do Velho Lobo.
Ok. Vamos lá.
Pra começar bem. E pra sua surpresa. A vovozinha nunca existiu! Esta persona, na verdade, era a sombra de um grande e poderoso Dragão De Sete Cabeças chamado Avesso Da Chapeuzinho Vermelho. Todos os seus medos, angústias, frustrações e fantasmas reais estavam ali, na personificação da Vovozinha. Preste bem atenção!Prosseguindo; vamos tirar esse pseudônimo escroto, com carinha de adolescente saltitante que lhe deram a algova de Chapeuzinho Vermelho, e vamos chamá-la por seu próprio nome, pra tudo ficar mais apaixonante, e não soar 'melodramático'.
Sim! Penélope era o nome daquela mulher. Magra, pouco mais de um metrô e meio, ranzinsa, frágil emocionalmente, (sic) de alma velha e espírito de porco. Seu cabelo era crespo, já levado aos trancos e barrancos, pintados com papel crepom. Vermelho, claro! Bem intenso pra chamar a atenção.  Ela era uma daquelas mulheres que reclamava de tudo e de todos. Nunca deu bom dia a ninguém antes de uma lamuria. Nada nunca esteve bom pra aquela desgastada e pobre alma penada que percorria o caminho de si mesma como se caminhasse no Vale Dos Ossos Secos.
Acordava e dormia com as lamentações da vida. Bebia como uma Gambá! E fumava como se Fosse o Saci experimentando um novo fumo do Zâmbia. Adorava contar as histórias do seu tempo de Escrava Do Egito, assim ela menssurava seus tempos de imaginária opressão familiar sofrida pela persona 'Vovozinha'.

__ Que olhos grandes você tem!

__Que boca grande você tem...

Penélope, se dizia dona de si. Libertária! Intensa.Gritava isso aos quatro cantos. Ela era o lado B. Dizia. Escondendo dentro de si na verdade uma puta, uma puta crise existencial que a consumia. Vivia sempre às sombras dos Contos de Fadas. A Bela e A Fera, Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela. Malévola! Alice no País das Maravilhas. Era tudo muito bem parafraseado por ela. Lindo pra quem acreditava nas suas versões sempre recheadas de paixão, esperando o Príncipe encantado pra salva-la da Torre Infernal do seu próprio eu. E foi o que aconteceu. Quase que na mesma e entediada vida daquela velha senhora jovem de trinta e poucos anos, eis que surge o Lobo Mau. Quer dizer, João. O quase ninguém, lembra? Então. João, passeava como um zumbi em busca de cérebro pra matar sua fome. Sim! Ele também tinha fome de existência como Penélope, sua redentora insaciável. Sabe aqueles dias, que a noite é foda? Então. Esse era o estado de espírito do velho João.
Então você me pergunta:

__ Ué. Perai!? Tu tá me dizendo que Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau na verdade formavam um casal?

Sim. Claro e evidente!
Ela, aos olhos de todos, uma Laide. Ele, um homem viril! Único. Veemente! Quase um deus. Que homem!
Mas, dois fantasmas astrais. Um vivendo às sombras da inexistência do outro. Devorando assim a verdadeira, eterna e graciosa vida. Que morava quietinha no Bosque ao lado. Enfim. Vilã mesmo, era até então a terna Vovozinha que ela lhe impôs a algova de suas crises existenciais. Os dois, pra fugirem um do outro e de si mesmos.Transformavam sempre sua casa no Bosque num grande Baile de Máscaras, num Teatro dos Horrores, faziam Resenhas Intermináveis. Onde todos os Animais Da Grande Floresta se encontravam quase todos os finais de semanas para suas algazarras e chocalhices.
Chapeuzinho Vermelho, ou melhor, Penélope, nunca foi jovem. Ao contrário do seu filho, Peter Pan. Sim. Mais uma surpresa pra você! Penélope tinha um filho. Não com o Lobo Mau, ou melhor, João Ninguém. Mas com o outro João, o do Pé de Feijão. O Cara Dos Ovos de Ouro, que negava pensão todo mês! Peter Pan sim. Era cheio de vida. Saltitante, um Santo Anjo de dez aninhos de idade. Puro, nascido de uma mãe devassa, prostituta, drogada; Cristiane F.
Mas João, o ninguém, cuidava de Peter Pan como se fosse seu. Até o dia da Grande Desgraça. Fruto de uma caminhada de mau agoro, veio o fim. Penélope entregue ao alcolismo e ao tabaco, virava noites  após as Resenhas na Casa do Bosque, quebrando tudo, fazendo fogueira com as roupas do João, gritando como uma esquizofrênica fazendo eco entre as árvores a noite. Exacerbada de si. Louca! Enclausurada em sua própria alma. Transformando a vida do João num Pavoroso Inferno.
E então, veio a separação. Penélope, e seu alterego,  Chapeuzinho Vermelho, como um verme parasita, encontrou mais um refúgio pra sua dor. Uma redenção, um novo hóspede, um Cavalo De Tróia pra que ela pudesse descansar seu amor como um Elefante Branco.
E o Velho Lobo, de volta a Floresta. A caça! Ao perigo soturno da noite, suas armadilhas e Caçadores de Pele. Fugindo de si. E a espreita das Aves de Rapina, e das Corujas que piam sobre as Altas e Centenárias Árvores Densas da Selva de Pedra.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mar calmo nunca fez bom marinheiro

Parece que anda tudo muito bem. Estamos todos felizes, não é verdade?
Acho engraçado que mesmo com a poeira nos olhos, com aquela visão meio turva do horizonte; a gente consegue sorrir.
A gente consegue tudo!
Sempre conseguimos um tempo pra sonhar, contar piada, cantar e até dançar conforme a música.
Ver a banda passar com seu corinho animado, e ainda lançarmos confetes de cor púrpura das nossas ilusões.
Gosto dessa leveza das paixões que meia dúzia de copos de um bom vinho seco trás após a meia noite antes do sexo.
É tudo tão lindo! A perfeição do imperfeito. A verdade fabulosa que esconde por trás das cortinas da mentira, o medo. E esse perfume agradável da fedentina humana que se esconde por trás das selfs e cheking's mórbidos de um ser sem alma?
Ou. Com alma até demais!
Mas. Sem Espírito.
Calma, calma!
Não estou generalizando.
Relaxa. Sou apenas um bêbado em meio a tanta gente Sã. Ou. A única pessoa sã entre tão grande multidão de gente bêbada.
Quem sabe?
A noite é traiçoeira irmão.
Mas os dias ensolarados também tem suas sombras intensas. Sombras de árvores secas.
Não é de verdade quem olha pra esse mundo de caos sempre pelos olhos das cores vermelhas e intensas das rosas. Mas sim, de quem não esquece dos espinhos! Dos espinhos que a vida nos faz ter mais cautela. Ser mais prudente. Olhar sempre pro outro, infelizmente, ou felizmente, com olhar de julgamento.
Com olhar de quê:

__ Aí tem coisa! (?)

A imbecilidade e a imbecil-idade, nos trás maturidade Brother! Consequências​ da vida.
E a vida as vezes é como uma adolescente inconsequente, e, usurpadora
.
__ Óh vida! Óh céus... Óh azar!

Ela sempre nos faz mais românticos, ou nos faz mais idiotas. Sempre.
Aí, fica por conta de cada um.
Entre o romantismo e a idiotice, apenas uma tênue linha é capaz de existir.
Vivemos um baile de máscaras irmão. Mas o grande lance é saber o seu lugar.
Ou você é o palhaço.
Ou você é o dono do circo! 

domingo, 2 de julho de 2017

As Crônicas De Uma Velha Raposa - Eu, Você e a Cultura Do Foda-se

Hoje eu fiz amor com minha gata

Estávamos em um pub, aos goles, aos risos, aos berros, às mulheres. Eu, e mais dois amigos. Copiosamente, lembrávamos "dos tempos sombrios e sorditos da escravidão do egito. Das chibatadas do faraó, das murmurações das plebeias, e dos guisados de frango mau temperados por elas." (rs)
A gente gosta de transformar tudo em paixão, em poesia, sempre depois de alguns goles de absinto. (Gargalhadas)
A quase onipresença que o aplicativo de táxi nos dá, nos deixa a vontade com o horário de voltar pra casa. Então, somos como os 'Selvagens da Noite'. Independentes como os gatos negros que caminham pelo telhado nas madrugadas da vida com seus olhos de neon.
Enfim. Eram mais ou menos umas duas e pouca da madrugada. Cedo. Eu já estava em casa, e preparava uma vitamina concentrada com meus suplementos pra repor e compor as energias gastas naquela 'mesa de bordel'.
Resolvi não ouvi música. Queria curtir o silêncio, sentir, toca-lo. Estava fora do normal naquele dia. A favela nunca esteve tão quieta. Me encostei na lateral da porta, concentrei-me na luz da lua que transpassava os barracos e as goiabeiras, e abracei a noite.
Como um dejavu. Ouvi alguns cães latirem bem longe, dava pra distinguir o tom de individualidade daqueles dois animais que como eu, curtiam o momento.
Lembrei de minha infância. Na roça, no meio do mato. Dia e Noite! Era tudo muito lindo. Mágico.
Naquele momento, em fração de segundo, me passou quase os quarenta anos pela cabeça. E foi nesse momento em que a vi, ou melhor, a senti; chegando, e me tocando por trás. Como quem suplica por atenção. Virei-me. A peguei no colo e disse:

__ O que quer meu amor!?

Silenciosa. Fugindo dos meus braços, correu pela casa. Revesava os quartos como uma louca. Miava feito gente sussurrando palavras de amor e tesão profundo.
Eu disse:

__ Eu sei bebê. Eu sei! Você fica a sós em casa né? O dia inteiro. Agora você me quer. Hein?!

Ela passava entre as minhas pernas como uma mulher em seu estado pleno de insanidade sexual. E olhava pra mim com suas retinas grandes. Sedutoras!
Sentei na cama e peguei meu celular pra dar uma olhada nas mensagens. Ela veio, e deitou do meu lado com cara de 'pedinte', 'pidona', sei lá. Ela me queria!
Foi quando me toquei da importância que havia naquele momento. Larguei o meu celular. Deitei e a abracei. Enquanto eu fazia carinho na minha pequena. Ouvi quase que uma voz que ao mesmo tempo parecia sussurrar no meu ouvido, era bem audível, quase palpável. E dizia:

__ Tá entendendo agora o que é amor? O que é se dar e receber? Troca. Dedicação, lealdade, fé...? Você precisa se libertar de si mesmo. Você não vê as coisas como eu vejo! Não está pronto ainda. Fecha a sua boca, e abra os seus ouvidos. Seu coração...

Desabei. Chorei litros, rios, oceanos!
Vi a minha gata levantar, ir pra cama e deitar exatamente onde ela deita todas as noites, e olhar pra mim com quem diz:

__Deita. Descansa. Amanhã é outro dia.

Deitei.
E senti que um OUTRO alguém deitou-se ali comigo, abraçou-me e disse:

__ FILHO. EU TÔ AQUI. A MINHA GRAÇA TE BASTA. A MINHA GRAÇA TE BASTA!

Então. Dormi...
Apaguei nos braços do Pai.
Nos braços confiantes do Pai. Criador, consolador. Rei de todo o universo. Pronto pra acordar pela manhã. Ciente que Ele estará ali, sempre ao meu lado. Usando quem, e o que Ele achar necessário pra me dizer que está ali.

Obrigado Pai.
Obrigado a minha companheira, Sheetara. Minha gata, garota!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

SOMOS CONDENADOS AO SUCESSO


Liberte-se!

Quem definiu o sucesso, esqueceu-se de que toda
definição é equivocada porque coloca fim a uma coisa.
Vejamos no caso do "sucesso", qualificam uma pessoa de sucesso aquela que conquistou definitivamente algo, especificamente, dinheiro.
Odiosa injustiça! Ao classificar o sucesso dessa forma criamos as pessoas fracassadas. Então a pessoa é condenada ao sucesso e, se não conquista-lo, estará amaldiçoada pela sociedade que almeja semi-deuses, poder, dinheiro, fascínio.
Nao existe fracasso. Sucesso? Tampouco. Ao menos do ponto de vista da sociedade. Quem está de fora não tem competência para determinar o futuro de alguém desde antes o nascimento desta.
A análise do sucesso deve ser sempre subjetiva, isto é, a pessoa deve ser a analista de si mesma para conceituar o sucesso sob o seu ponto de vista. Nunca a vista de um ponto inserido pela sociedade.
A sociedade coloca parâmetros injustos para medir o sucesso das pessoas, mas se esquece de pensar que o parâmetro justo só pode vir da própria pessoa analisada.
Ao deixar o ventre materno, com vida, a pessoa já está inserida no sucesso. Ao conseguir sobreviver, até a adolescência, continua no sucesso, e, se conseguir chegar a fase adulta com retidão de caráter,  a pessoa estará no topo do sucesso.
O único sucesso que existe é, antes de mais nada, ter a vida física. Em especial num país violentíssimo como o Brasil. Manter-se vivo é ser campeão.
Cada pessoa sabe o que é bom pra si. Se estiver bom a ela, então, é pessoa de sucesso.
Toda profissão, regulamentada ou não, "dá dinheiro". O problema está no quanto se precisa ganhar para manter-se vivo e ter o essencial.
Impossível classificar uma pessoa de sucesso pelo dinheiro que ela ganha, mesmo que trabalhando honestamente, pois a sociedade é injusta e remunera bem umas coisas e outras não .
A pessoa pode ser uma excelente profissional, mas se estiver numa carreira injustiçada pela sociedade ela viverá com dificuldades financeiras, condenada, portanto, porque não será de "sucesso", ora pois.
Mas, mesmo assim, com parcos recursos financeiros, a pessoa é bem sucedida porque tem excelência no que faz e sobrevive honestamente.
O sucesso imposto é uma grave injustiça porque a vida física é efêmera. Não há prova de que na vida espiritual haja cobrança de sucesso.
Aqueles que criam requisitos e nos condenam, ao sucesso, são os verdadeiros fracassados.

* Autor: Fábio A. Fadel

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Minha Redenção.


O caos social, e a desordem frenética de nossas idiossincrasias em busca da felicidade; servindo como plateia nesse circo de horrores contemporâneo, está nos adoecendo. Estamos num vai e vem ininterrupto como gados ao abatedouro, frustrados. Uma multidão de gente solitária.
Algum tempo atrás tive a experiência de dar um renovo na minha vida. Uma repaginada na minha integridade como ser, nesse mundo cão, hostil, e perverso. Foi um start desses em meio a um buraco negro ao qual me encontrava, que a vida, e o divino, resolveram me proporcionar, me dar mais uma chance, um salto mais alto do que eu imaginava que poderia dar.
Quando encontrei-me diante do desafio, parei, respirei fundo e olhei pra trás vendo quanto tempo eu perdi pra mim mesmo e resolvi encarar. O desafio, era encontrar dentro de mim, o elo perdido entre eu, e eu mesmo. Saber quem eu realmente era, minha essência que havia sido apagada.
Então. O primeiro passo foi o reconhecimento, reconhecer que estava em meio as trevas. Afogado em meus medos, fugindo de mim mesmo, me anulando, me auto-sabotando o tempo inteiro.
Notei, que por muito tempo deixei de ser eu por causas alheias. Assombrado por fantasmas e fantoches do sub consciente de gente vazia. De gente que foge das suas próprias responsabilidades, que fogem delas mesmas o tempo todo. Assim, notei, que estava sendo sugado, mesmo estando vazio. Vivendo as sombras da inexistência alheia.
Foi então que busquei minha redenção. Passei a olhar por outra janela do meu ser. Sim! Eu estava direcionando meu coração, minha busca pro lado errado, pro lado de fora e não pra onde realmente eu encontraria de fato o caminho a buscar clareza pra um equilíbrio necessário.
Passei também a me livrar de coisas, idéias, pessoas, comportamentos. Tudo que de certa forma por um bom tempo me serviu apenas como subterfúgios. Lancei mesmo de mão. E me desapeguei de coisas visíveis e invisíveis. Tudo que não me agregava mais valor algum. Muletas, âncoras, anestésicos, paliativos, gente vazia, gente que vive como um parasita; sub existindo as sombras da sub ou não existência de outros. Idéias carregadas apenas como acessórios​ de van guarda. Nossa! De quanto lixo me livrei.
Não aguentava mais caminhar entre aquela manada de zumbis existenciais, sem propósito, e sem lugar.
Aquele espírito coletivo, fruto de um sistema macabro, auto destrutivo, e depreciativo ja não fazia mais parte do meu mundo, já havia tempo, muito tempo; e eu precisava fugir daquilo, mesmo estando ancorado; algemado a uma paixão negra, fúnebre. Uma espécie de câncer da alma! Uma imagem lúdica de um anjo lindo e perfeito que apenas escondia o um demônio rude e cruel, sem o menor escrúpulo.
Iniciar essa nova vida, não foi fácil. Fazer o caminho inverso ao qual todos sempre me proporam, foi nadar contra a maré. Negar a si mesmo. Ouvir de gente próxima a você, de familiares e de pessoas que você ama, que o errado na história toda é você, por não querer e não aceitar mais os valores medíocres e mesquinhas que sempre nos norteavam. Ser conivente com seu modo de vida irresponsável, sombrio e tenebroso, sempre maquiado com o glamour dos sorrisos falsos? Não. Não dava. Não deu!
Pulei fora. Passei a olhar pra dentro de mim, busquei o amor próprio, o respeito. Passei a trilhar outros caminhos, outros ares, outra atmosfera. Tentei levar alguns comigo, mas a missão era minha, só minha naquele momento.
Fui obrigado a desarquivar dejetos nos escombros do meu ser, tudo em prol de destruir personagens que criei pra meu auto sustento. Reconstruir meu caminho não mais como coadjuvante, mas como ator principal. Retomei as rédeas do meu ser. Descobri que a liberdade é uma faca de dois gumes e ter sabedoria é saber usar o lado certo, na hora certa. É ter o equilíbrio necessário pra se manter de pé na corda bamba da vida. Nos autos e baixos de nossas bruscas emoções.
Tenho menos tempo daqui pra frente do que já tive quando olho pra trás. Então, resolvi que a partir de agora preciso decolar com calma, fazendo todo o cheking antes de ligar o motor. Apreciar a pista de decolagem, ligar os motores, pôr os cintos de segurança e começar a subir. Até que estiver pronto e deixar tudo no piloto automático.
Hoje, encontrei uma luz escondida no fundo do meu peito, um diamante, a luz do desapego, a luz da criação, a luz que me leva a leveza da vida, que me leva a ter uma caminhada mais saudável. Uma vida de gratidão, até que tudo dê bom no meu interior se transborde.
Estou em busca da paz em meio ao meu próprio caos. Quero agora enxergar as cordas, as amarras e as algemas que impedem meu crescimento como homem, como ser humano. Quero enxergar as nuvens negras e densas que me cercam no dia a dia.
Quero expulsar os demônios fantasiados de anjos que sussurram nos pés dos meus ouvidos um amor ralo, vazio cercado de mentiras e supérfluo. Como foi no passado.
Agora meu foco é administrar essa nova etapa. Esse primeiro passo que é reconhecer que o horizonte é logo ali. Mudar, mudar e mudar sempre. Emanar de dentro pra fora todo esse Reino Celeste que foi apagado pelas circunstâncias da vida dentro de mim.
Finalizo esse prólogo, dizendo: Deus é bom em todo tempo. E em todo tempo Ele, em sua sabedoria eterna, nunca me deixou em falta. Porém, deixou-me caminhar com minhas próprias pernas por caminhos tortuosos. Deixou-me tomar as minhas próprias escolhas, e me perder em mim mesmo. Pra assim depois; surdo, cego, e mundo. Em meio ao deserto, libertar-me.
Sou grato pela vida.
Sou grato pelos os que estiveram e estam do meu lado.
Sou grato pelo confronto que me trouxe até aqui; pelas guerras internas travadas sozinho no escuro do meu quarto, entre o vão negro do travesseiro e o teto.
Estou de volta a vida, de volta a quem realmente eu sou.
Obrigado Deus por toda a sua criação, visível e não visível. Pela eternidade passada, pela presente. E principalmente pela eternidade futura!
Estou me reencontrando.
OBRIGADO.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Levante-se

Para ser livre do sofrimento, é necessário compreender, consciente e inconscientemente, todo o seu ‘processo’, e isso só é possível vivendo-se com o fato, olhando-o sem motivo. Você deve perceber as artimanhas de sua mente, suas fugas, as coisas aprazíveis a que está apegado e as coisas desagradáveis de que deseja se livrar com rapidez. Cumpre observar o vazio, o embotamento e a estupidez da mente que só trata de fugir. E pouca diferença faz, se se foge para Deus, para o sexo ou para a bebida, porque todas as fugas são essencialmente a mesma coisa.

A primeira coisa que se cumpre fazer é observar com atenção, todas as murmurações, todos os temores, ilusões e desesperos do seu próprio ser. E verá então, por você mesmo – e para isso não se necessita de provas, nem de gurus, nem de livros sagrados – se a Realidade existe. E encontrará, então, um extraordinário sentimento de libertação do sofrimento. Aí existe a claridade, a beleza e aquela coisa que está faltando hoje à mente humana: o amor, a afeição.

Temos de enfrentar-nos assim como somos e não como deveríamos ser, segundo um certo padrão ou ideal. Temos de ver realmente o que somos e, assim, iniciar a transformação radical.

A vida inteira, a partir do momento em que nascemos, é um processo de aprendizado. Aprender não é mero cultivo da memória ou acumulação de conhecimentos, porém, a capacidade de pensar claramente e sem ilusões, partindo de fatos e não de crenças e ideais.

[Jiddu Krishnamurti]
via: Despertar Coletivo
Texto publicado na página: Na Terra Dos Budas. (Facebook)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

QUEM NÃO AMA A SOLIDÃO, NÃO AMA A LIBERDADE

“…quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual.” Arthur Schopenhauer

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.

Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas ações, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.

Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.

A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.

Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incômodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.

Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em ótima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Texto publicado no site:
Pensar Contemporâneo 

sábado, 6 de maio de 2017

*QUANDO ME AMEI DE VERDADE

Há textos com os quais nos identificamos tanto, que gostaríamos de
tê-los escrito, é o caso deste. Não sei quem escreveu mas... com toda
segurança assino embaixo:
"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então,
pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA".
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu
sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra
minhas verdades. Hoje sei que isso é...AUTENTICIDADE.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse
diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu
crescimento. Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar
forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que
desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está
preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é...
RESPEITO.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse
saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse
para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje
sei que se chama... AMOR PRÓPRIO.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti
de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio
ritmo. Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com
isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a... HUMILDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de
preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a
vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar
e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se
torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... SABER VIVER!!!
Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que
as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera
não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em
muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes AMIGOS, mesmo sabendo que,
com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR as pessoas, mesmo sabendo que
muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças
querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu
mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO no olhar, mesmo sabendo que muitas
coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são
dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são
inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo sabendo que o
prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus
braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA e a ALEGRIA de ver, mesmo sabendo que muitas
lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR por minha família, mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua
harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme AMOR que existe em meu
coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até
rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é
pequeno... E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno
grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois.... a vida é construída nos sonhos e
concretizada no amor!"
Amor próprio, esse é o segredo. Que Deus nos abençoe com este amor. Paz.


*Texto de Pr Neil Barreto

domingo, 23 de abril de 2017

COMO PARAR DE ABSORVER A ENERGIA NEGATIVA DE OUTRAS PESSOAS

A empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.

1) Lembre-se, você não pode agradar a todos


Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.

2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida

Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você você não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.

3) Parar de prestar atenção

Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora. Não economize em rejeitar sua energia tóxica.

4) Inspire natureza


Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil. Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.

5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções


Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade.

O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós. Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você. Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias. Esta pessoa faz com que você se senta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem? Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso!

Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio. Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético.

________

Fonte: www.osegredo.com.br



Pra refletir


"Por tudo isso, é muito importante continuar conhecendo a nós mesmos sem medo ao observarmos o que há em nosso interior. Se aceitarmos o que somos, não teremos necessidade alguma de ocultar ou negar. Pense: viver com uma máscara pode ser exaustivo e não cria nenhuma relação autêntica com ninguém.


Buscar o equilíbrio entre o que se sente, pensa e faz é uma conquista que fará com que as nossas relações sejam mais verdadeiras e autênticas; começando pela relação que temos com nós mesmos, já que somos nossos únicos companheiros de vida desde que nascemos até quando morremos, gostemos ou não disso."

sexta-feira, 21 de abril de 2017

FECHANDO CICLOS

O que seriam dos começos se não fossem os finais?

Quase sempre, para começarmos algo novo, precisamos promover um término. Precisamos largar, deixar ir, para podermos receber o novo. Para abrirmos um novo capitulo em nossas vidas, muitas vezes, é necessário deixar morrer.
Geralmente são corações que se partem, lágrimas derramadas e um sentimento de fracasso. Isto normalmente acontece nos finais de relacionamentos amorosos. Namoros, casamentos, casos, enfim, não importa; o importante, por mais que seja sofrido o término, é olhar com outros olhos para ele. Não com um sentimento de fracasso, mas de gratidão. Não houve fracasso e, sim, aprendizado. Houve maus e bons momentos, como em tudo na vida. Deu certo enquanto durou, e é isto que importa.
Nada dura para sempre e, muitas vezes, quando dura é por comodismo, por medo, enfim, por motivos que não ajudam o crescimento, a expansão ou a fidelidade a nossa própria natureza. Diga-me: o que adianta ser fiel aos outros, se não formos fiéis a nós mesmos? Para sermos, realmente, fiéis a alguém, precisamos ser fiéis a nossa própria natureza. Pois se estamos mentindo para nós, estamos mentindo também para os outros. Por isso o autoconhecimento ser tão importante. Precisamos nos conhecer profundamente para sabermos, de fato, quem somos, o que queremos e quais os nossos valores reais. Assim não fingiremos ser o que não somos, não prometeremos o que não podemos cumprir e, seremos autênticos e transparentes.
Temos a visão romântica do  “até a morte nos separe”, reforçada por uma sociedade que quer nos formatar a todo custo. Por isso uma família quando se desfaz é motivo de comoção. Mas existem muitas formas de ter uma família, de fazer parte de uma. Assim como existem muitas pessoas que não são talhadas para formarem uma família, pelo menos de forma convencional. E como essas pessoas sofrem! Como vivem em conflito tentando se encaixar em um papel que não combina com elas.
Mas este texto sobre finais não está restrito só ao término de relacionamentos amorosos. Delonguei-me um pouco nele porque para a maioria das pessoas isso machuca muito.
Mas há várias formas de finais de ciclos, tanto internos quanto externos. Se pararmos para pensar bem, veremos que em todas as mudanças significativas de nossas vidas há uma morte para haver um nascimento, ou mesmo, um renascimento.
Quantas vezes precisamos largar uma profissão para podermos começar outra? Quando mudamos de cidade ou país, houve toda uma morte do estilo de vida que levávamos naquele lugar; uma morte de relacionamentos, contatos pessoais… E o novo se descortina em outro lugar, com nova energia, novas pessoas, novo modo de viver.
Na maioria das vezes, para expandir é preciso deixar algo para trás, é preciso deixar morrer alguma coisa… Sejamos gratos por tudo que passamos, que aprendemos, que recebemos e tivemos a oportunidade de dar. Encaremos isso com um sorriso no rosto, uma leveza no coração e uma certeza de que um belo novo ciclo está por começar.


Anna Leão
Texto publicado em:
https://osegredo.com.br/