sexta-feira, 15 de julho de 2016

O que é um amigo?


BR 101 sentido Niterói engarrafada. Então segura que lá vem textão!
Estava pensando aqui sobre amizade.
E pensei: 'Há amigos. E amigos.'
Pensando nisso, não penso em coisas como falsidade, hipocrisia, traição. Nada disso. Os que nisso se envolvem, não são amigos. Não destituindo os amigos do erro, claro. Mas isso é outro caso. Estou falando de relacionamento real, intrínseco. E relacionamento hoje, é uma faca de dois gumes. Um investimento as vezes sem volta.
Quando digo que há amigos e amigos, me refiro aquelas pessoas que você realmente carrega pro resto da vida. Se importa. E que gostaria de nunca os deixar. Porém quando penso nessa diferença, digo que nem sempre, um amigo, pra aquele momento, é o amigo que você precisa.
Todos nós temos características e personalidades diferentes, e muitas das vezes, imperceptivelmente, alguns hábitos pessoais, são duvidosos. Convenhamos.
Temos uma grande mania de manipular as coisas a nosso favor. Fazer com que tudo a nossa volta seja sempre favorável. E é nessa hora que alguns amigos, específicos; aquele que te acompanha, te segue, te conhece, e te analisa profundamente, tem o seu ápice. E outros. Não.
Um amigo pode ser um instrumento divino na sua vida. Ou, a corda que te levará a forca. As palavras dele, e sua posição, pode ou não ser o que você precisa.
Eu sempre tive muito cuidado em ser amigo. Tenho mais cuidado em ser, do que ter. Porque no ter, como eu disse, eu posso ser manipulável. E no ter. É uma responsabilidade maior.
Quando você acompanha, ou é acompanhado bem de perto por alguém, você sabe as artimanhas da pessoa. A forma que ela mexe as peças no tabuleiro de xadrez da vida. E é por isso que os maiores conflitos de relacionamento são os familiares. Porque todo mundo dentro de uma família, sabe realmente quem é quem.
Um dos grandes erros hoje em nossos relacionamentos é justamente esse. Temos o péssimo costume de comprar briga alheia. Você conhece a pessoa, é amigo, a ouve, a abraça, quando na verdade deveria lhe dizer umas poucas e boas, dar-lhe uns belos puxões de orelha. E pô-la no caminho devido. E por não conhecer o outro lado da história, não o faz. E passa a mão na cabeça.
Tenho alguns amigos que até evito quando estou com alguns problemas. Sério! (rs) Porque sei que só vou tomar porrada quando encontra-los. Todos nós somos assim. Muitas das vezes não queremos ser confrontados. Não gostamos de ouvir a verdade. Quando ouvimos, dizemos que é sermão, que não estamos sendo compreendidos e por aí vai.
Tenho amigo que em um simples 'Alô!' no telefone, pela minha voz sabe se estou bem ou não. Outros num simples smile que envio numa conversa sabe; pronto, ta na merda! (Rs) Tenho amigo que some. Ta feliz, ta tudo bom, ótimo. Mas é só tomar uma porradinha, aparece. Aí meu amigo, eu desço a lenha! (Rs)
Quanto a relacionamento familiar quer ver uma coisa? Minha mãe. Por exemplo.
Tem vezes que tenho 'ódio' quando ela fala. (Rs) Sério! Ela fala umas coisas, que meu irmão. É profecia! Mas porquê? Mãe cara! Ela sabe quem sou eu. Ela sabe onde eu vou tropeçar, e aonde eu vou cair. É certo. Até hoje tenho frases da minha mãe que ecoam na minha cabeça. E que eu tenho plena certeza que vão acontecer em algum momento da minha vida.
Conheço um monte de gente que tenho um prazer enorme em ouvir. E sabe porquê? Porque me vejo nelas. Seus anseios, angústias, ascensões e declínios. Mas sempre porquê a maioria, sabe manipular as circunstâncias. E acabo aprendendo como eu não devo ser.
As vezes eu penso. Gente, nós não precisamos de amigos. Precisamos ser amigos!
Precisamos ser aquele irmão que conhece. Aquele bruto que te diz poucas e boas. Que joga quem você realmente é na cara! (No bom sentido claro.)
Precisamos ser o irmão que sabe da tua predestinação em cometer os mesmo erros. Sempre. E estar ali pra dizer: 'ACORDA MALUCO!'
Ou, em dizer: 'Cara. Tu tá errado. Você está cometendo o mesmo erro de sempre.'
Se não, você vai ser sempre um fantoche na mão do teu parceiro. Será só uma muleta. Um banco amarelo no ônibus lotado.
Tem uma coisa que acredito muito. No relacionamento real com Deus. Um relacionamento sincero. De uma forma que você possa O conhecer, sua pureza, conhecer a você mesmo, sua pretensão ao erro, e conhecer o outro na caminhada. Essa tríade é fantástica.
Digo com maturidade, e também com propriedade; nesse relacionamento o grande lance mesmo é se conhecer.
Se você sabe onde você tem a tendência em mexer os pauzinhos; amigo, você não vai fazer isso consecutivamente. Vai ser sincero contigo mesmo. Sempre!
Quando me deparo com amigos desabafando sobre seus relacionamentos com seus cônjuges. Só ouço. A não ser que já os conheço a séculos. Mas fora isso. Ouço, analiso-o, e dentro daquilo que ele se revelou a mim ao longo do tempo, dou meu veredito. Mas sempre pensando no outro lado. Na outra pessoa. É escencial.
Geralmente prefiro apenas ouvir, e 'questionamente', assinalar os caminhos. Tenho um amigo assim. O cara sabe fazer as perguntas certas. Que geralmente, me desconcertam e me põe no eixo.
Enfim. Ter um amigo é sempre bom. Sou meio cabreiro com quem diz que não tem amigos. Mas, cada um é cada um.
Bom. Vou terminar aqui o meu textão. Porque sempre que tenho esses lampejos estou dentro do ônibus como agora, e só paro quando tenho que descer. 
Espero que os amigos gostem e que tudo não se torne apenas falácias. (Rs)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Rock In Roll, Punk Rock e Hardcore.

Um pequeno ensaio.

Parafraseando uma passagem do filme “V de Vendeta” que eu gosto muito, gostaria de iniciar este pequeno ensaio dizendo:

“O homem é mortal, diferente das ideias, um homem pode ser morto e esquecido, mas uma ideia não. As ideias tem poder. Pessoas matam e morrem defendendo-as. Elas não podem ser beijadas, você não pode tocar uma ideia, beija-la, abraça-la. As ideias não sangram, não sentem dor, não amam e podem durar para sempre.”

Antes de tudo quero deixar este espaço em aberto para discursões, pois ninguém é dono da verdade, então, quem seria eu para me apossar da mesma nesse momento. Quem poder me ajudar, questionar e acrescentar, será muito bem vindo.
Alguns anos atrás, por livre e espontânea vontade, e por envolvimento com algumas militâncias, resolvi fazer um pequeno estudo sobre um estilo musical que eu me identifico, o Punk Rock / Hardcore.
Não fui muito longe. Até porque eu já tinha um envolvimento e já frequentava alguns lugares como shows, encontros, casa de amigos e etc.
Na época eu já havia também assistido alguns documentários, filmes e lido alguns livros sobre contracultura e isso me ajudou muito. Então o que eu precisava era apenas traçar alguns caminhos. Na verdade a história dar se inicio quando, por eu ter contato com algumas igrejas, (instituições) alguns amigos começaram a me convidar para desenvolver um trabalho de explanação sobre a cultura alternativa junto com outros colegas nos dividindo em tentar explicar algumas culturas urbanas que se adentravam as instituições e o pessoal não sabia lidar com aquelas ideias que permeavam a cabeça dos seus neófitos.
Este foi o momento em que me vi diante um desafio. Explicar algo inexplicável.
Falar sobre um estilo musical como o hardcore é limita-lo. Nós podemos traçar alguns caminhos, recolher um material, procurar o histórico territorial quem sabe; ouvir algumas músicas, trocar algumas ideias com pessoas envolvidas e assim em diante. Agora, chegar a um denominador comum. É meio complicado!
Meu desafio ainda se tornou maior.
No inicio comecei a desenvolver um trabalho com os jovens das igrejas, depois com as lideranças e logo, aos montes, foram chegando os mais idosos e completamente leigos de música em geral.
E como se falar de algo tão complexo quanto a música alternativa?
Então, aqui, novamente me escondo por trás da passagem mencionada no início do texto. São ideias. Ideias criadas no decorrer da história da música de uma forma generalizada.
Para entender não só o estilo aqui mencionado, mas também como todos os estilos da música alternativa, precisamos fazer uma viagem ao passado. E essa viagem não se deve ser limitada a música, se deve ser feita quase que rigorosamente paralela às questões sociais que diretamente e indiretamente irão influenciar a música.
E assim, para que meus companheiros pudessem se aproximar das ideias expostas nas músicas sujas e agressivas, de poucas ou muitas notas, nos berros ensandecidos ou nas “melodias chorosas” e nos visuais “exóticos” daqueles que frequentavam minha casa, tive que voltar no tempo, estudar um pouco sobre contracultura, ler alguns manuscritos de Jack Kerouac, Allen Guisberg, Willian Boroughs, Gregory Corso e aqui no Brasil, fazer um paralelo com os saudosos Jorge Mautner, com sua Mitologia do Kaos (Deus da Chuva e da Morte, Kaos e Narciso em Tarde Cinza) que pra quem não sabe influenciou muito Caetano Veloso, Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Humberto Gessinger e outros. Ouvir algumas histórias contraventoras da Beat Generation que antecedeu os Hippies, e ouvir muita, muita música!
Além disso, foi muito prazeroso saber que a “Grande Depressão” americana e a Segunda Guerra Mundial foi um belo adubo para o crescimento dessa “Geração Perdida” que arrastou suas ideias até aqui. (aqui uso palavras de Jean Paul Sartre)
Bom, conclusão.
Como uma monografia que encontrei na internet durante este tempo de busca sobre contracultura, eu ficaria aqui horas e horas tentando explicar algo que você de forma alguma irá entender como já mencionei, se não frequentar alguns shows, trocar ideias com amigos, ler algumas matérias, livros, assistir documentários e etc.
A música em geral independente de estilo é um fenômeno de contracultura, e todos os seus estilos são ramificações ideológicas bem peculiar desse movimento que é sociologicamente de proporções continentais, movimento tal que influenciou a maneira em que estão organizados hoje os movimentos de luta pela igualdade de direitos, tanto quanto mulheres, homossexuais, os movimentos anti-racistas,  e os pela legalização da maconha por exemplo. Assim também como os movimentos pacifistas, as passeatas contra a guerra, pelo equilíbrio ecológico e muita coisa que fazemos na atualidade.

Lembrando e fazendo uma ressalva, que o termo “Rock In Roll” foi criado justamente nesta situação, onde uma ideia a princípio criada para andar na contra mão do mercado musical precisava de um nome; algo a ser identificado e também comercializado pela mídia. Assim como o “Hardcore” e o “Punk Rock”.
Então porque se alarmar com as “Chicas” andando pela cidade com camisas de “Bandas de Rock” que nem elas conhecem? Isso é Merch meu caro! Fashion!

Fico por aqui.
Caindo nessa teia desafiadora de editar este “ensaio” comprometedor indicando alguns materiais.

Leia, “On The Road” de Jack Kerouac, assista o documentário “Punk: Atitude”, o brasileiro “Botinada”, procure por um filme interessante chamado “In To The Wild”, traduzido no Brasil por “Na Natureza Selvagem” e para saber mais de Hardcore e PunkRock, compre muitos DVD’s,  CD’s, e vá aos shows e Gig’s organizadas por amigos.


Indique também este texto a outras pessoas e os incentive a falar sobre o assunto e nos fazer outras colocações e indicações. Será interessante!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Discurso de Tyler Durden (Clube da Luta)

Retirado do livro Clube da luta-Chuck Palahniuk

"Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. 
Vejo todo esse potencial desperdiçado. 
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. 
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história. 
Sem propósito ou lugar. 
Nós não temos uma Guerra Mundial. 
Nós não temos uma Grande Depressão. 
Nossa Guerra é a espiritual. 
Nossa Depressão, são nossas vidas. 
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. 
Você não é o seu emprego. 
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. 
Nem o carro que dirige. 
Nem o que tem dentro da sua carteira. 
Nem a porra do uniforme que veste. 
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. 
Nós não somos especiais. 
Nós não somos uma beleza única. 
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."

Tyler Durden, filme "O Clube da Luta"