Mostrando postagens com marcador #jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #jornalismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Discurso de Tyler Durden (Clube da Luta)

Retirado do livro Clube da luta-Chuck Palahniuk

"Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. 
Vejo todo esse potencial desperdiçado. 
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. 
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história. 
Sem propósito ou lugar. 
Nós não temos uma Guerra Mundial. 
Nós não temos uma Grande Depressão. 
Nossa Guerra é a espiritual. 
Nossa Depressão, são nossas vidas. 
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. 
Você não é o seu emprego. 
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. 
Nem o carro que dirige. 
Nem o que tem dentro da sua carteira. 
Nem a porra do uniforme que veste. 
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. 
Nós não somos especiais. 
Nós não somos uma beleza única. 
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."

Tyler Durden, filme "O Clube da Luta"

terça-feira, 17 de setembro de 2013

HARD TIMES!


Faça-me um favor. Antes de começar a ler este pequeno (se assim posso dizer) desabafo, se despida de seus conceitos, e das suas “verdades absolutas” que lhe caem muito bem como uma camisa de força. Também, não pense em ninguém, apesar de quê, conforme as palavras vão fluindo, penso em todos vocês, meus amigos, parceiros e irmãos que sempre estiveram dispostos a rasgar o peito e assim como eu, se deixarem ser acessíveis. Então aqui, neste momento, olhe pra dentro de você mesmo, relaxe e faça o seu “Insight”. (O excesso de vírgulas foi proposital)
Em minha caminhada sempre conversei com muita gente, desde adolescentes aos mais experientes, gente de tudo quanto é pensamento. Religiosos, ateus, agnósticos, santos e profanos, (homens e deuses). Eu gosto disso, essas conversas sempre foram bem interessantes, e me levam a lugares na minha mente nunca antes habitáveis.
Mas faz alguns anos que uma coisa me incomoda bastante.
Estamos todos enlouquecendo. (sem uso de aspas)
É fácil se dizer que os tempos são difíceis, que não há mais amor, e que as pessoas estão cada vez mais individuais e frias. Isso tudo já virou roteiro de novela das oito. Todo mundo sabe. Mas a coisa é ainda mais profunda. Eu mesmo já quase esbravejei em alto falantes a frase que já se tornou um mantra em minha vida: “Os relacionamentos estão difíceis!”
E aqui, agora, imagino que algum desavisado já deve estar entrando pelas veredas espirituais e caçando aquele versículo bíblico pra dar aquela bela “chulapada”, igual se faz com  toalha molhada.
Por favor!
Ou no mínimo vai achar que vou desencadear um discurso que tudo isso é a “falta de Deus” ou coisas desse tipo.
Numa boa?
Acredito que subestimamos o nosso próprio poder de autodestruição.
A sobrecarga de informações e a falta dela são dois lados da mesma moeda. E Independente disso, as aflições vem umas atrás das outras, e a cavalo. Desde o mais pobre ao mais rico, do ateu ao pastor abençoado. Ninguém é de ninguém e nem quer ser.
Liberdade? Outra escravidão. Droga viciante!
Talvez, quanto a esse tipo de assunto, levanto em conta as conversas que já tive, os desabafos que já ouvi,  e as noites em claro, darei belos rodopios bem no estilo Dinho Ouro Preto, e não chegarei onde quero chegar. Porque são mais de dez anos ouvindo e compartilhando lágrimas estrondosas pelas esquinas da vida e mesas de bar.
Então, “pra concluir” mais alguns breves parágrafos.
Algumas pessoas, apesar de cercadas de amigos, de terem um rostinho alegre, e de viverem com tudo do bom e do melhor, ainda se sentem vazias. Algumas pessoas ainda cheias de Deus, ou de outra espiritualidade qualquer, contrariam as estatísticas, e também se sentem atormentadas. Loucas pra saírem daqui pra melhor.
Mas por quê?
A mente humana?
Doenças da alma?
Só Deus sabe.
Todos nós temos discursos prontos pra esse tipo de situação. Até passar por tal. E as convicções, tomam Red Bull e criam asas. São convicções até o raiar de um novo dia!
Somos como ratos raivosos engaiolados dentro de nós mesmos.
É meu caro, nos últimos dias, todas as noites, tenho colocado minha cabeça no travesseiro e pensado bastante. Converso com Deus, Ele fala comigo, às vezes fica quieto me ouvindo. E às vezes, (confesso até que na maioria delas) nem me lembro Dele.
Mas uma coisa eu sei, e é o que tem me deixado mais aflito...
As coisas não andam boas pra ninguém, pra ninguém irmão.
E sem querer ser pessimista, acho que não melhora não.
Se não houver uma boa reviravolta e começarmos a nos voltar uns pros outros, ainda teremos algumas surpresas.

“Só os loucos sabem!”

sábado, 20 de julho de 2013

Dias Difíceis.


Existem coisas que são claras, mas existem coisas que são tão claras que ofuscam nossa visão.
Trocadilho infame né? Pode ser. Mas não é.
Eu tenho um amigo que diz que em alguns casos meu sarcasmo beira o deboche. Que sou manipulador. Outros dizem que tenho uma pegada meio de liderança. Inteligente, sagaz, que escrevo bem. Boa oratória. E alguns, estão pagando recompensa pela minha cabeça. Odeiam-me ferozmente! Ditador, soberbo, louco, inconsequente. Sou de tudo um pouco. Mas isso acontece com todo mundo, sempre. Estou mentindo? Claro que não.
Fora aqueles que dão a vida por você, sempre tem alguém que te odeia, e não quer nem olhar pra sua cara. E haverá sempre alguém no meio do furor, disposto a comprar a sua briga, te dar a mão e caminhar por um bom tempo. Satisfazer suas necessidades. Até não aquentar mais, e quase num revezamento quatro por quatro, outro vem e completa a caminhada.
Agora, vamos aos fatos. Ao assunto. São dias difíceis. Hoje em dia caminhar junto é um desafio. E esses ciclos estão cada vez menores. As relações humanas estão cada vez mais complicadas. Família, trabalho, amigos, relacionamento conjugal.
Comecei falando de mim porque é assim que funciona. Como diz outro amigo, “só a colher sabe a quentura da panela”. Mas isso não é de agora, não vou dar uma de “descobridor da pólvora”. Já faz tempo que o sistema prepara as pessoas para viverem assim, sós. Para terem a famosa liberdade. Se libertarem do “julgo do outro”. Todo mundo sabe disso, é fato. Tão claro e evidente, que já se tornou uma verdade absoluta. E sobre essa tal liberdade eu tenho minha tese. Ela não existe. Cada um de nós têm nossas convicções, e sobre elas construímos nossos palácios. Nossos alicerces. Somos escravos de nós mesmos. Buscamos criar vínculos pra dizer: “Olha aqui! Eu tenho meus amigos. Meus irmãos que eu posso confiar!” Nesses casos sabemos fazer política. Curtir. Compartilhar. Mas ainda sim. É difícil a vida a dois. Há sempre interesses, os que são postos com clareza e os que não são postos. É uma troca, eu lhe dou e você tem a obrigação de me devolver. Sabe por que a religião cresce, por exemplo? É anestésico. Porque é assim que funciona. Você faz com intuito de dizer: “Olha aqui, tô fazendo hein, vê se me abençoa, me leva à um bom lugar!”. Os ditados populares diem assim: “Somos todos descartáveis.” “Ninguém é insubstituível”. Então. Bola pra frente! Tem outro biscoite no pacote.
E não adianta filosofia, teologia, e outros “ias”. Vamos dançar essa dança louca e viciosa até parar tontos no mesmo lugar.
Tá brabo irmão!
Mas não estou aqui como “Cavaleiro do Apocalipse”. Um pessimista. Mas também não vou ficar fazendo discurso bonitinho com anotações do tipo “The Secrets”. Ou versículos bíblicos pra fundamentar o que estou dizendo. São fatos, e contra fatos não há argumentos. O mau da humanidade está fundamentado nessa verdade. É cada um por si. Não Precisamos nem queremos ninguém pra dar satisfações.
Aprendi na escola que quando se escreve sobre algo; quando se faz crítica, por exemplo, no final de suas colocações você tem que dar uma solução pro problema. Então vamos lá! Pra terminar esse desabafo. Para que as coisas melhorem, vou tirar o “coelho da cartola”. Precisamos amar uns aos outros, dar sem esperar em troca. Amar incondicionalmente. Ráh! Piada. Tem alguém disposto? Tem nada. Falar de amor é pra novela das oito. Não é mesmo? Mas a gente insiste. Somos teimosos. Falamos nisso o tempo todo.
Ah! E por falar em amor. Alguém aqui pode me explicar um pouco? Mas, faz o seguinte. Me liga. Estou com trinta e seis anos e antes de morrer quero que alguém me mostre como que se faz isso. Na prática. Já ouvi e falei tanto disso. Não é possível que vamos ficar só nessa teoria medíocre e com essa filosofia barata escorrendo na tela de nossos computadores não é verdade? Em algum momento, em algum lugar acredito que chegamos perto desse sentimento. Mesmo sem saber do que se trata. Não é possível. Vamos tirar tudo de dentro desse saco podre, velho e nojento e jogar tudo no chão. Talvez possamos separar algumas coisas e começar a definir outras. Ou, deixa tudo como está, cada um por si.
Não devemos nada a ninguém não é mesmo!
Quem paga minhas contas? Quem paga as suas?
Então...

 
Publicado em: Gilson Rodrigues

terça-feira, 26 de março de 2013

O Funk Carioca e sua "contribuição" social.


Mais uma vez me exponho a fazer algumas colocações.
Vamos lá!
O ditado já diz : "Gosto é igual... (a retina dos olhos) cada um tem o seu." E quando se fala de música então, é esse o caminho.
Esse ritmo, o tal Funk Carioca durante um bom tempo sofre mutações, como os outros estilos musicais é claro.
E a alguns anos atrás era assim, o Funk era um pouco "destinado a periferia". O pessoal se reunia pra dançar, paquerar e se divertir. Criar os famosos "passinhos".
E então não sei porque, (deixo essa parte para os sociólogos) a coisa começou a mudar. No baile, houve a época em que havia uma disputa de roupas de marca. Nessa época os moleques ostentavam, camisas, causas, bermudas e tênis tudo muito caro. Até mesmo cartões de crédito eram mostrados nas disputas. Assim surgiram muitas marcas se deliciando dessa pegada. As lojas nos shoppings davam volta no quarteirão, houve um crescimento absurdo de roubo de tênis nas ruas para alimentar o mercado negro.
Depois, os concursos de galera, e veio a onda do "rap", as músicas, o grito da galera, as bandeiras, bolas, faixas, tudo isso contava ponto para ganhar os campeonatos.
Era bonito!
Nessa época quem fez a festa junto com a molecada foi as gravadoras e os Dj's que os sugavam como ninguém. Transformavam qualquer guri em celebridade da bonita para o dia.
Depois os tempos mudaram, e tudo ficou muito "tenebroso" as disputas agora eram feitas na "marra". Os funkeiros estavam se gladiando. Brigas extremamente violentas ocorriam nos bailes, foi quando surgiu o "corredor", os seguranças da casa esticavam uma corda e os meninos caiam no pau entre elas. Houve muitas mortes nos confrontos fora dos bailes. Perdi alguns amigos de infância nessa loucura.
E então, nesse período deu-se inicio a "caça as bruxas". E as casas de shows onde haviam os bailes começaram a ser fechadas, dando origem aos bailes da comunidade, e voltou a onda do "rap", dessa vez com uma maozinha do tráfico de drogas, e com as músicas exaltando as facções criminosas o lucro agora viria com o famoso "proibidão".
Passou-se o tempo, e agora o "glamour"!
Com no máximo duas palavras (de preferência com duplo sentido) e uma dança sensual se tem um sucesso.
Se romantizar um pouco vira trilha sonora de novela e tem presença garantida no Domingão do Faustão.
Esses são os tempos atuais, e o Funk Carioca "dita as regras" da sensualidade; academias cheias, corpos sarados, bundas, coxas, peito e biceps. Tudo bem moldado como manda o figurino.
E enquanto algumas emissoras de televisão aproveitam a deixa pra ganhar audiência outras se excandalisam com a menina pelada no palco.
Que vergonha!
Mas vergonha de quê?
Onde eles queriam que chegasse?
Me desculpe, mas eu tive que analisar o video.
Percebesse que o baile todo já estava "frenético", como eles dizem.
Alguns vídeos gravados no mesmo dia mostra a mulherada louca em cima das mesas com minúsculas roupas expondo as partes internas do seus úteros.
Deplorável!
Euforia completa.
Sinceramente, eu esperava até pior.
E então, eu pergunto: De quem é a culpa?
O Funk Carioca é ruim ou é aquilo que ele se tornou que o torna ruim?
Se o "batidão" não fosse tão apelativo?
Se houvesse uma forma de mudar essa realidade? Seria diferente?
Não, não acredito.
De qualquer forma chegaríamos até aqui. Com o Funk ou não.
Nós precisamos de um "ralo" pra escorrer a água suja, um "bode expiatório" talvez.
Não é lindo um monte de gente pelada desfilando na apoteose, dançando na televisão todo domingo a tarde, na novela das oito ou trancafiados numa casa pra darmos uma espiadinha?
Então minha gente!
O Funk Carioca é nossa trilha sonora.
É tudo um "Bunda lê lê"
Relaxa e goza.

terça-feira, 19 de março de 2013

Amarelinha, vídeo game e o trote na faculdade.


Houve um tempo em que quando criança, brincávamos nas ruas, e o maior tempo que poderíamos passar dentro de casa era talvez jogando vídeo game, estudando, ou de castigo exigido pelos pais. Hoje não rola mais. Talvez em algum lugar, uma criança perdida corre atrás de uma pipa junto com o seu pai curtindo o feriado.
 Adolescentes, nas ruas? Praças?
Alguns em shoppings, talvez.
A grande sacada hoje é estar na rede, on line.
Esse é o nosso mundo, o tempo todo. É onde encontramos amigos, parentes; onde desabafamos, julgamos, criamos, trabalhamos e nos promovemos. É onde conseguimos as informações “quase na velocidade da luz”.
Lembro que, pelo menos onde fui criado, passávamos o dia inteiro na rua.
Garrafão, Taco na roda, Queimado, Salada mista, estas eram algumas das brincadeiras.
Naquela época também andávamos muito de bicicleta. Fazíamos trilhas, subíamos montanhas, tomávamos banho de rio, cachoeira, esse tipo de coisa.
Essas lembranças por vez permeiam minha mente.  E às vezes, como agora, respiro fundo e tento arranca-las do subconsciente e criar alguns parágrafos.
Na verdade o que me fez parar alguns minutos para escrever este “textículo”, [(sic)] foi essas manchetes sobre o caso do trote na Faculdade de Direito de Minas Geras. (UFMG)
Sem querer defender ou julgar ninguém, penso; o que levaria aqueles jovens realizar esse tipo de trote com imagens como diz a mídia “racistas”?
Depois que o tal Boling e as “Cruzadas De Caça as Bruxas” contra a homofobia e o racismo tomaram conta deste mundo caótico que vivemos, se não estamos mais nas ruas nos relacionando, estamos entulhados em nossas casas “ruminando”, e talvez uma simples brincadeira, uma palavra mal interpretada, ou uma foto tirada naquele momento eufórico pode se tornar um tiro no pé.
Lembro-me de uma época atrás, quando houve o lançamento do filme Tropa de Elite, que virou febre nacional, assisti três crianças brincando na rua e na ocasião uma segurava a outra com as pernas abertas enquanto o terceiro com um cabo de vassoura e uma sacola plástica nas mãos gritava: _ONDE FICA A BOCA VANGABUNDO!?
É rapaz! Os tempos mudaram. (?)
Se você me perguntar agora de qual dos meus amiguinhos de infância e adolescência eu lembro, terei que pensar duas vezes pra responder.
Quer um exemplo?
Dos meninos, lembro muito bem do Cabeção, Brejo, Bicudo, Dengue, Xuxinha, Neguinho e do falecido Comedor de Rato. Das meninas que nunca se separava na escola lembro-me da Valesca Vareta, Nanica, Ju Girafa, e da nossa professora de Geografia e Matemática, gay, carinhosamente chamada de “Gato de Botas”.
Inclusive na festa de final de ano da escola ela mesma veio fantasiada de tal.
E os, Testemunhas de Jeová, que no sol de lascar, batiam em nossa porta todos os finais de semana. E quando nós os víamos saíamos correndo avisando aos vizinhos gritando: _LÁ VEM OS CRENTE! E nos trancávamos em casa.
Hoje as coisas mudaram? Talvez.
Tudo bem que há casos e casos, acredito também nos excessos.
Mas convenhamos!
Será que se esses garotos estivessem com essas mesmas fantasias desfilando na apoteose, em pleno carnaval, na ala da escola de samba campeã que em seu enredo conta um pouco da história da humanidade eles seriam tão julgados?
Ou o problema na verdade foi só o gesto nazista?
Pelo amor de Deus! Façam-me o favor.
Se esses “pobres coitados” estivessem vestidos de Pierrot com a língua de fora mostrando o dedo médio seria “Cool”. E Não teriam criado tanto alarde.
Fala sério!
Estamos coando um mosquito e engolindo um camelo.
Salve Brasília! \o

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VENDE-SE



Depois que comecei a trabalhar com vendas, tenho aprendido algumas técnicas de encantamento (marketing)  que são usadas pelas grandes empresas. Forma de se apresentar, de falar, gestos, tudo. Até mesmo identificar nos clientes quando eles estão concordando com suas colocações ou não.
E no momento, estou vivendo de vendas, como consultor imobiliário.
Porém, uma coisa me vem “incomodando”.
Quase todas as pessoas que estou tendo contato, no caso clientes, parecem se aproximar bem mais do que apenas compradores. Em alguns casos convidam-me para almoçar junto, tomar café, festas de família e outras coisas. E nos tornamos amigos.
Claro que nem todos compram, se isso acontecesse, eu estaria rico! (rs).
Eis então, que lhes apresento uma outra linha de raciocínio.
Alguns companheiros de trabalho já me disseram: “Você é um vendedor e não um psicólogo.”
Concordo. Até porque vender é uma arte; somos verdadeiros artistas onde muitas vezes nosso “couvert” não é pago.
Mas, como em grande parte da minha vida tive meu foco em “observar” relacionamentos, e na maioria das vezes, todos meus conflitos interiores e exteriores se devem aos tais, faço o meu trabalho ainda obtendo resultados com essas observações.
Além de intender que de uma forma geral, o que as pessoas precisam na verdade é de atenção, passo a entender também, nessa relação de compra e venda, que nós sempre fomos, digamos, “mercadores”.
Estamos todos sempre vendendo algo, nossas ideias, nossas crenças, nossa imagem. E como a nós vendedores, nos é ensinado nas palestras de técnica de vendas, para obter sucesso na profissão de vendedor você precisa primeiro “comprar” o produto. E então, vende-lo.
E em nossa vida cotidiana é justamente isso que fazemos, compramos do sistema uma ideia do que devemos ser, acreditamos fielmente nisso e vendemos essa imagem.
Só que nessa caminhada, esquecemos de um pequeno detalhe.
Todo e qualquer comprador faz suas compras baseadas em suas necessidades correto?
E quais tem sido nossas necessidades para estarmos consumindo tantas ideias e crenças sem se quer fazer nenhuma objeção?
E o mais controverso dessa pergunta é que são justamente essas necessidades que nos fazem consumir, que nos fazem também vender.
Papo estranho não é verdade?
Tenho pensado muito nisso nos últimos dias...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Subversivo e Marginal. (?)


Segunda parte do ensaio sobre Punk Rock / Hardcore 

“Faltavam dois meses até chegar àquela data e nós já estávamos compartilhando as ideias e todo mundo já estava curtindo. Só faltavam cinco minutos para o pessoal começar a plugar os instrumentos no dia marcado e nós já estávamos ali nos espremendo entre o pequeno espaço entre os músicos e nós. Dois microfones além do reservado ao vocalista já havia sido disponibilizados para o “Sing Along”, essa é a forma mais importante de dizer que ali não há espaço para artistas, somos todos iguais.”

Pergunte a qualquer um o que tudo aquilo significava, e em um espaço pequeno de tempo no alvoroço da situação o máximo que você vai ouvir é a seguinte frase:

“Eu trabalho todos os dias duramente, aturando esse sistema macabro lá fora, ansioso por isso aqui. Por estar com meus amigos!”

É assim que funciona. Aceitamos o desafio!
Não há como responder o que é Hardcore.
Ou porque ser Punk.
Em tese, pode-se também dizer que além do velho lema “Paz e Amor” e o já massificado discurso contra miséria e fome, nós nos reunimos também pra discutir contra os temas que em geral sempre oprimiram os homens desde os primórdios das sociedades humanas, independente de classe social a que pertencem. Eu sou capaz de descrever todo o desfecho de uns três dias de evento com tudo o que gostamos. Amostras, palestras, vídeos, tudo sem se quer citar o nome de uma banda envolvida, e você, meu caro leitor, ficará em êxtase total, empolgado para frequentar nossas próximas reuniões. E propositalmente, é isso que irei fazer, não vou citar bandas como exemplo e nem vou mencionar pessoas, não vou fazer nada que possa limitar essa ideia. Nem mesmo uma imagem irá acompanhar este texto.
É isso que a crítica sempre quis que fizéssemos; pressionando-nos para definirmos o que somos, nos limitasse e em fim nos domesticasse.
A razão é simples, domesticados, somos mais um na estante.
Mas, infelizmente, meu discurso acaba aqui. Nos deram esse rótulo. Nos chamaram de Punks e nossa música de Hardcore, e vice-versa. E chegamos onde estamos. Tentamos mudar por várias vezes, nos esquivando para todos os lados. Tornamos nosso visual mais grotesco, fizemos músicas mais rápidas, ficamos mais agressivos e eles não desistiram, vieram atrás de nós. O “estabilishment” nos persegue como persegue qualquer movimento cultural.
Pegamos suas músicas longas de solos intermináveis que rendiam rios de dinheiro e transformamos em palavras de ordem de dois ou três minutos no máximo e sujamos suas guitarras, vocais e arte visual, tudo que tem direito. E então após matar o “escorpião que dilacerava seu veneno” chamado de música progressiva, com o Hardcore nasce o “Darth Vader” da música comercial, o Trash Metal, o Death, Grind, Splater, Gore, tudo “muito bem elaborado”, porém podre e sujo, sobre a essência inicial, (sem controvérsias[rs]) tudo pra fugir do mercado capitalista.  
É, mas não deu certo.
Em qualquer loja de roupas, seja ela de grife ou não você encontra o seu “Look Punk Rockeiro” e em qualquer loja de música você vai encontrar uma banda revezando seus vocais em melódicos, berrados, guturais e outros mais.
Mas nós não desistimos, como eu mencionei na primeira parte deste ensaio, somos uma ideia e ideias permanecem perpetuando.
Continuamos de pé.
Insistimos.

*Somos duros de roer!

*(O Sarcasmo aqui fica por minha conta) (rs)