Escancaradamente somos completos da falta.
Talvez como um dia de fúria eu possa estar escrevendo esse texto. Mas nada melhor do que esse dia pra dar real sentido ao nome desse blog. E por falar em blog, alguém ainda usa isso? Enfim.
A falta caracteriza nossa podre, medíocre e imbecil geração. Nossa exuberante necessidade de querer o tempo todo mostrarmos que estamos felizes, que é tudo lindo, que estamos vivendo o pleno; é a excencia de que realmente não temos nada. Estamos transformando a vida num verdadeiro fardo. É um narcisismo doente, é uma busca implacável pela sombria, fúnebre e inexistênte felicidade. Sim! A inexistênte felicidade. E, pra ficar pior como padrão, medimos nossa pretença felicidade pela infelicidade alheia. Ual!
Tudo bem. Você vai dizer que isso aqui é o desabafo de um homem cheio de ressentimentos não é? Vai até soltar aquela gargalhada do tipo: Caralho! O maluco tá doente. (rs)
Fique a vontade. É motivo pra rir mesmo. Porque chorar é vergonhoso pra nós os Heróis Da Resistência, né mesmo?
A propósito, vamos aproveitar o momento, e fazermos a nós mesmos uma belíssima pergunta.
De quê se alimenta toda essa nossa vontade de viver hoje? Toda essa atmosfera que criamos nos últimos tempos? Não seria a necessidade de erguer nosso doce e maravilhoso troféu de Honra Ao Mérito?
Seja sincero!
O que te move? Entusiasmo, fé, vontade de vencer na vida, de ser alguém? Auto Confiança? Afinal, qual é o seu propósito de vida?
Querido amigo, querida amiga... Desvende-se!
Tire dos seus olhos as castas que te impedem de ver a realidade. Vida e dor, são inerentes! Coragem e medo são dois lados da mesma moeda. O que alimenta a sua coragem é o medo. E o medo move montanhas. Tudo a sua volta, tudo que você reproduz e respira, é movido pelo medo. Todo marketing, toda propaganda que você consome foi e, é, construído pelas frustrações, e pelo desencanto alheio. Consecutivamente, pela dor da existência.
Estamos vivendo num esforço surreal pra sobreviver. Mentira? Tudo bem. Eu sei; a realidade é dura quando exposta dessa forma não é verdade? Mas compreenda. O que seria da luz, se você não reconhecesse que está em trevas? A luz não existiria. Correto? Então, você busca a luz por falta dela, e por ainda não a ter encontrado, você continua buscando. E quando acha que a encontrou, voa em sua direção rumo a morte como um inseto. Corremos atrás da felicidade como um cão raivoso e barulhento que corre atrás de uma motocicleta quando passa, se a pegar, não sabe o que fazer com ela.
Essa é a verdadeira saga, e excência, da vida.
E quer uma notícia boa? (Talvez)
Você vai morrer sem mesmo ter a encontrado. E verá a morte, como a sua fiel e necessária redenção. Não é atoa que muitos buscam ter suas vidas santas por aqui, pensando em no mínimo encontrar o que tanto buscam, ou buscaram, no pós morte.
Não meu querido. Não minha amada irmã! Não é um discurso pessimista. Nem mesmo secreção escorrendo de uma ferida aberta, e inflamada em meu coração. É um despertar! É a 'consciência de existência'. Fica bonito né dizendo assim, de forma apaixonante, bem elaborada. Mas não é apaixonante esse Maravilhoso Mundo de Bob em que todos nós estamos inseridos? Selfs, legendas, cheking's, idéias e ideais. Precisamos sempre, o tempo todo dar a nossa opinião sobre tudo, sobre nós, sobre os outros. Mostrar o quanto estamos felizes. Até mesmo o silêncio virou uma causa nobre dos sábios. A solidão virou o apogeu; o paraíso pros que buscam o autoconhecimento como o deus no novo milênio. Ter um propósito de vida virou um propósito de vida. Urg!
Estamos bem a quem da realidade, vivendo esse nosso mundinho de Alice no País das Maravilhas. Desgastando a nossa própria imagem, nosso próprio ser. Afinal, 'ser' também é um grande desafio pra quem nem mesmo conseguiu enxergar a própria nascença; então quiçá renascer. A Fênix, precisa reconhecer que é cinza, ainda que por muito tempo, possa continuar como cinza.
É meu amigo. Vamos fingir que tudo isso é mentira. Vamos deixar passar batido, como gárgulas, sentados em cima do muro cheios de esperança, vamos sentar na posição do pensador, e ver a banda passar. E quem sabe descer e dançar um pouco conforme a música como anestésico. Vamos jogar confetes e serpentinas em nossas time lines do Facebook pra ficar tudo mais florido e apaixonante. Vamos subir o monte, e sentar lá no pico na Posição de Lotus e ficarmos pensando horas e horas no que fazer quando descer.
Sinceramente?
A única esperança que eu tenho, (um fiasco pelo menos) é que, quem sabe as próximas gerações possam olhar pra trás e tentar no mínimo chegar próximo a entender porque nos afundamos em tamanha futilidade em nosso modus opendi.
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Felicidade ou Morte
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Chapeuzinho Vermelho, e a versão do Lobo Mau.
Tudo bem. Eu sei que você sempre ouviu os Contos de Fada pelo olhar vitimista de quem quer sempre lhe impor alguma certa subjetividade não é mesmo? Então. Que tal ouvir a história da Chapeuzinho Vermelho por um outro lado?
Na versão, óbvia, do Velho Lobo.
Ok. Vamos lá.
Pra começar bem. E pra sua surpresa. A vovozinha nunca existiu! Esta persona, na verdade, era a sombra de um grande e poderoso Dragão De Sete Cabeças chamado Avesso Da Chapeuzinho Vermelho. Todos os seus medos, angústias, frustrações e fantasmas reais estavam ali, na personificação da Vovozinha. Preste bem atenção!Prosseguindo; vamos tirar esse pseudônimo escroto, com carinha de adolescente saltitante que lhe deram a algova de Chapeuzinho Vermelho, e vamos chamá-la por seu próprio nome, pra tudo ficar mais apaixonante, e não soar 'melodramático'.
Sim! Penélope era o nome daquela mulher. Magra, pouco mais de um metrô e meio, ranzinsa, frágil emocionalmente, (sic) de alma velha e espírito de porco. Seu cabelo era crespo, já levado aos trancos e barrancos, pintados com papel crepom. Vermelho, claro! Bem intenso pra chamar a atenção. Ela era uma daquelas mulheres que reclamava de tudo e de todos. Nunca deu bom dia a ninguém antes de uma lamuria. Nada nunca esteve bom pra aquela desgastada e pobre alma penada que percorria o caminho de si mesma como se caminhasse no Vale Dos Ossos Secos.
Acordava e dormia com as lamentações da vida. Bebia como uma Gambá! E fumava como se Fosse o Saci experimentando um novo fumo do Zâmbia. Adorava contar as histórias do seu tempo de Escrava Do Egito, assim ela menssurava seus tempos de imaginária opressão familiar sofrida pela persona 'Vovozinha'.
__ Que olhos grandes você tem!
__Que boca grande você tem...
Penélope, se dizia dona de si. Libertária! Intensa.Gritava isso aos quatro cantos. Ela era o lado B. Dizia. Escondendo dentro de si na verdade uma puta, uma puta crise existencial que a consumia. Vivia sempre às sombras dos Contos de Fadas. A Bela e A Fera, Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela. Malévola! Alice no País das Maravilhas. Era tudo muito bem parafraseado por ela. Lindo pra quem acreditava nas suas versões sempre recheadas de paixão, esperando o Príncipe encantado pra salva-la da Torre Infernal do seu próprio eu. E foi o que aconteceu. Quase que na mesma e entediada vida daquela velha senhora jovem de trinta e poucos anos, eis que surge o Lobo Mau. Quer dizer, João. O quase ninguém, lembra? Então. João, passeava como um zumbi em busca de cérebro pra matar sua fome. Sim! Ele também tinha fome de existência como Penélope, sua redentora insaciável. Sabe aqueles dias, que a noite é foda? Então. Esse era o estado de espírito do velho João.
Então você me pergunta:
__ Ué. Perai!? Tu tá me dizendo que Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau na verdade formavam um casal?
Sim. Claro e evidente!
Ela, aos olhos de todos, uma Laide. Ele, um homem viril! Único. Veemente! Quase um deus. Que homem!
Mas, dois fantasmas astrais. Um vivendo às sombras da inexistência do outro. Devorando assim a verdadeira, eterna e graciosa vida. Que morava quietinha no Bosque ao lado. Enfim. Vilã mesmo, era até então a terna Vovozinha que ela lhe impôs a algova de suas crises existenciais. Os dois, pra fugirem um do outro e de si mesmos.Transformavam sempre sua casa no Bosque num grande Baile de Máscaras, num Teatro dos Horrores, faziam Resenhas Intermináveis. Onde todos os Animais Da Grande Floresta se encontravam quase todos os finais de semanas para suas algazarras e chocalhices.
Chapeuzinho Vermelho, ou melhor, Penélope, nunca foi jovem. Ao contrário do seu filho, Peter Pan. Sim. Mais uma surpresa pra você! Penélope tinha um filho. Não com o Lobo Mau, ou melhor, João Ninguém. Mas com o outro João, o do Pé de Feijão. O Cara Dos Ovos de Ouro, que negava pensão todo mês! Peter Pan sim. Era cheio de vida. Saltitante, um Santo Anjo de dez aninhos de idade. Puro, nascido de uma mãe devassa, prostituta, drogada; Cristiane F.
Mas João, o ninguém, cuidava de Peter Pan como se fosse seu. Até o dia da Grande Desgraça. Fruto de uma caminhada de mau agoro, veio o fim. Penélope entregue ao alcolismo e ao tabaco, virava noites após as Resenhas na Casa do Bosque, quebrando tudo, fazendo fogueira com as roupas do João, gritando como uma esquizofrênica fazendo eco entre as árvores a noite. Exacerbada de si. Louca! Enclausurada em sua própria alma. Transformando a vida do João num Pavoroso Inferno.
E então, veio a separação. Penélope, e seu alterego, Chapeuzinho Vermelho, como um verme parasita, encontrou mais um refúgio pra sua dor. Uma redenção, um novo hóspede, um Cavalo De Tróia pra que ela pudesse descansar seu amor como um Elefante Branco.
E o Velho Lobo, de volta a Floresta. A caça! Ao perigo soturno da noite, suas armadilhas e Caçadores de Pele. Fugindo de si. E a espreita das Aves de Rapina, e das Corujas que piam sobre as Altas e Centenárias Árvores Densas da Selva de Pedra.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Mar calmo nunca fez bom marinheiro
Parece que anda tudo muito bem. Estamos todos felizes, não é verdade?
Acho engraçado que mesmo com a poeira nos olhos, com aquela visão meio turva do horizonte; a gente consegue sorrir.
A gente consegue tudo!
Sempre conseguimos um tempo pra sonhar, contar piada, cantar e até dançar conforme a música.
Ver a banda passar com seu corinho animado, e ainda lançarmos confetes de cor púrpura das nossas ilusões.
Gosto dessa leveza das paixões que meia dúzia de copos de um bom vinho seco trás após a meia noite antes do sexo.
É tudo tão lindo! A perfeição do imperfeito. A verdade fabulosa que esconde por trás das cortinas da mentira, o medo. E esse perfume agradável da fedentina humana que se esconde por trás das selfs e cheking's mórbidos de um ser sem alma?
Ou. Com alma até demais!
Mas. Sem Espírito.
Calma, calma!
Não estou generalizando.
Relaxa. Sou apenas um bêbado em meio a tanta gente Sã. Ou. A única pessoa sã entre tão grande multidão de gente bêbada.
Quem sabe?
A noite é traiçoeira irmão.
Mas os dias ensolarados também tem suas sombras intensas. Sombras de árvores secas.
Não é de verdade quem olha pra esse mundo de caos sempre pelos olhos das cores vermelhas e intensas das rosas. Mas sim, de quem não esquece dos espinhos! Dos espinhos que a vida nos faz ter mais cautela. Ser mais prudente. Olhar sempre pro outro, infelizmente, ou felizmente, com olhar de julgamento.
Com olhar de quê:
__ Aí tem coisa! (?)
A imbecilidade e a imbecil-idade, nos trás maturidade Brother! Consequências da vida.
E a vida as vezes é como uma adolescente inconsequente, e, usurpadora
.
__ Óh vida! Óh céus... Óh azar!
Ela sempre nos faz mais românticos, ou nos faz mais idiotas. Sempre.
Aí, fica por conta de cada um.
Entre o romantismo e a idiotice, apenas uma tênue linha é capaz de existir.
Vivemos um baile de máscaras irmão. Mas o grande lance é saber o seu lugar.
Ou você é o palhaço.
Ou você é o dono do circo!