domingo, 8 de novembro de 2009
Temer a Deus
(lat timere) vtd e vti 1 Ter temor, medo ou receio de: Temia o cansaço, o sofrimento e a humilhação. "Não temais o ridículo" (Rui Barbosa). Temer de alguma coisa. vpr e vint 2 Sentir temor; assustar-se: "Temem-se do castigo" (Odorico Mendes, ap Laudelino Freire). "Vendo, porém, que o vento era forte, temeu" (Pedro, andando sobre o mar) (Evangelho segundo São Mateus, 14, 30 - tradução do Padre Matos Soares). vtd 3 Reverenciar, venerar: Temer a Deus (objeto direto preposicionado, como em Amar a Deus). Fazer-se temer: proceder de maneira que os outros temam. Não temer Deus nem o diabo: não ser capaz de sentir remorsos; ser excessivamente mau. Temer-se de alguém ou de alguma coisa: recear que sobrevenha algum dano ou mal, por causa de uma pessoa ou coisa.
Extraido do dicionário Michaelis
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice LispectorRicardo Gondim
"Para chegar a Deus você precisa passar pelo homem. Para Deus chegar em você Ele também precisa passar pelo homem. Não existe contato direto com Deus, isto é, todo contato entre o humano e o divino é mediado por um outro humano. O humano é ponte entre o humano e o divino. O humano é ponte entre o divino e o humano. Toda vez que você pretender um contato imediato com Deus, deixando de lado a ponte humana, isto é, a horizontalidade que Ele mesmo providenciou, você vai cair num abismo sem fim, isto é, vai experimentar o vazio, aquele sentimento de estar falando com ninguém. É isto o que o Evangelho ensina quando afirma que “existe apenas um Mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus, homem”
(1Timóteo 2.5).
“A distância que vai entre a janela e os meus olhos determina o que vejo lá fora na rua. Se fico mais perto, a visão se alarga; se fico de longe, a visão se estreita. Se vou à esquerda, enxergo a praça; se vou à direita, enxergo a torre. Sou eu que determino o que aparece lá fora na rua para servir de panorama aos meus olhos. Mas nem por isso é falso ou errado aquilo que vejo e descrevo, pois não sou eu que crio as coisas que aparecem lá fora. Já existiam antes de mim. Não dependem de mim. É útil e até necessário que cada um defina bem clara e honestamente aquilo que vê pela sua janela. Isso redundará em benefício da análise que se faz da realidade da vida. O que me consola é que todos somos assim. Bem limitados e condicionados pelos próprios olhos, dependentes uns dos outros. É trocando as experiências, numa conversa franca e humilde, que nos ajudamos a enxergar melhor as coisas que vemos, e a romper as barreiras que nos separam sem razão. Pois ninguém é dono da verdade. Intérprete só”.
Carlos Mesters


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